Interações: Sociedade e as novas modernidades https://www.interacoes-ismt.com/index.php/revista <p class="p1"><span class="s1">A Interações é um periódico científico do Instituto Superior Miguel Torga com edição semestral. A revista publica trabalhos inéditos que apresentem resultados de investigação e/ou reflexão teórica nos diferentes campos das Ciências Sociais e Humanas.<br></span><span class="s1">Numa perspectiva editorial interdisciplinar, o objetivo prioritário da Interações é propiciar a reflexão e difusão de conhecimento em áreas das Ciências Sociais e Humanas, com particular enfoque para os espaços lusófono e ibero-americano. A revista aceita artigos de investigação científica, resenhas e ensaios críticos. <br></span><span class="s1">A Interações rege-se pelo padrão de revisão <em>double-blind review</em>, garantindo o anonimato de revisores e autores durante todo o processo de revisão. </span></p> Instituto Superior Miguel Torga pt-PT Interações: Sociedade e as novas modernidades 0873-0725 © do Autor. A publicação de um trabalho não implica a cedência dos direitos autorais a <strong>Interações</strong>. A utilização ou revisão do texto e título, sob qualquer forma e em quaisquer futuras publicações do Autor, não necessitam de ser previamente notificadas ou de autorização <span id="GRmark_d6f23c3e4afa33865a7b486b3da91f441775a08b_formal:0" class="GRcorrect">formal</span> <span id="GRmark_d6f23c3e4afa33865a7b486b3da91f441775a08b_por:1" class="GRcorrect">por</span> parte <span id="GRmark_d6f23c3e4afa33865a7b486b3da91f441775a08b_desta:2" class="GRcorrect">desta</span> Revista. (Des)Igualdades e (In)Visibilidades Sociais na Era Digital https://www.interacoes-ismt.com/index.php/revista/article/view/406 Inês Amaral Maria João Barata Vasco Almeida ##submission.copyrightStatement## 2018-09-30 2018-09-30 34 3 8 Uma Época de Personalização pela IA & Self(ie) Vigiliância https://www.interacoes-ismt.com/index.php/revista/article/view/407 <p class="p1"><span class="s1">Qualquer discussão sobre as invisibilidades sociais geradas pela Internet requer, necessariamente, mais estudos, sobre a forma como a visibilidade, enquanto norma cultural crescente, produziu novas desigualdades na vida real. Este artigo combina pesquisa auto-etnográfica, análise social dos media e análise de dados com áreas teóricas, tais como a fenomenologia e a psicologia, para investigar globalmente a nossa cultura atual de IA – catfishing, métricas de media social e manipulação de métricas.</span></p> <p class="p1"><span class="s1">O meu artigo levanta questões sobre a re-materialização de divisões e desigualdades digitais no “mundo offline” através da referência a técnicas de autovigilância e vieses algorítmicos para mostrar que estamos à mercê desses preconceitos infligidos pela IA, mas também cúmplices na sua reprodução, seja através da coerção governamental, seja através das nossas próprias normas e regras culturais. Descrevo a nossa relação com a tecnologia da música, de forma a delinear uma trajetória de desconexão sensorial e comunidade co-produzida - uma estrutura para entender os fenómenos culturais atuais e a ética dos dados distribuídos, a privacidade e a representação dos nossos corpos como um novo tipo de transação e moeda. A ascensão das notícias falsas é recontextualizada dentro do crescimento generalizado de falsos utilizadores: as várias imitações do eu, especialmente através da IA.</span></p> Chris Campanioni ##submission.copyrightStatement## 2018-09-30 2018-09-30 34 9 22 10.31211/interacoes.n34.2018.a1 Invisibilidade, Desigualdade e Dialética do Real na Era Digital https://www.interacoes-ismt.com/index.php/revista/article/view/408 <p class="p1"><span class="s1">Na era digital, a possibilidade prática de engajar desigualdades como problemas políticos, ou seja, como problemas relacionados com a competição pelo controle da distribuição de valores na sociedade, é prejudicada pela invisibilidade digital da realidade.</span></p> <p class="p1"><span class="s1">No atual estado de coisas, a digitalização da sociedade reflete a influência da interpelação capitalista e provoca a invisibilidade do real. A invisibilidade do real através da digitalização capitalista, por sua vez, confunde digitação e digitalização, subordinando esta última à primeira. Construída como um processo inspirado na racionalidade tecnológica, a digitalização capitalista compromete a possibilidade de mobilizar conhecimentos e legitimar práticas de apoio à interpretação das invisibilidades em relação a desigualdades e injustiças.</span></p> <p class="p1"><span class="s1">De acordo com a perspectiva crítica de Andrew Feenberg e outros, a minha abordagem é que a influência do capitalismo na era digital resulta de uma apropriação epistémica de um desenvolvimento tecnológico. Esta apropriação é a fonte de invisibilidades que apoiam desigualdades e, por fim, injustiças que podem e devem ser combatidas. Partindo disso, o meu ponto é que a oposição a essa influência depende da possibilidade de estabelecer fundamentos epistémicos alternativos e da formulação de interpelações alternativas para a produção da subjetividade digital.</span></p> <p class="p1"><span class="s1">Para promover a agenda normativa da teoria crítica, discuto essa possibilidade em termos da ‘dialética do real’, da repolitização da construção social da realidade na era digital e do papel da literacia mediática crítica.</span></p> Matteo Stocchetti ##submission.copyrightStatement## 2018-09-30 2018-09-30 34 23 46 10.31211/interacoes.n34.2018.a2 Desigualdade Digital na Teoria e Prática: Antigas e Novas Divisões na Era da Banda Larga https://www.interacoes-ismt.com/index.php/revista/article/view/409 <p class="p1"><span class="s1">Resumo: Em 2017, o número de usuários de TIC no mundo atingiu os 4 mil milhões de pessoas - eram apenas 16 milhões em 1995. De acordo com seus primeiros observadores, a World Wide Web poderia efetivamente combater as desigualdades socioeconómicas, promovendo a difusão de informação e oportunidades pelos quatro cantos do globo. No entanto, apesar das expectativas, os “dividendos digitais” decorrentes das novas tecnologias têm sido distribuídos de forma desigual, Passando ao lado de um dramático e generalizado ímpeto emancipatório. Além disso, como os privilegiados tendem a agarrar os recursos e as habilidades necessárias para se beneficiar das TICs, os necessitados podem ser “expulsos” da revolução da banda larga. Com base nestas preocupações, o objetivo do artigo é rever o “estado da arte” do debate sobre desigualdade digital, lançando luz sobre cinco pontos principais: 1. A definição adaptativa de “clivagem digital”; 2. Abordagens metodológicas; 3. Interação com outras formas de desigualdade (status socioeconómico, educação, raça, género, idade); 4. Dimensão global e “periferias digitais”; 5. A questão intrinsecamente política da “ação conectiva”.</span></p> Luca Cigna ##submission.copyrightStatement## 2018-09-30 2018-09-30 34 47 63 10.31211/interacoes.n34.2018.a3 Os Três Níveis da Divisão Digital: Barreiras no Acesso, na Utilização e na Utilidade da Internet Entre Jovens em Espanha https://www.interacoes-ismt.com/index.php/revista/article/view/410 <p class="p1"><span class="s1">Este artigo explora os três níveis de exclusão digital entre os jovens que vivem na região de Madrid (Espanha). Utilizamos uma abordagem qualitativa, baseada em 20 entrevistas em profundidade, para descrever o processo pessoal de apropriação da Internet neste coletivo, levando em consideração as diferenças associadas ao género, idade, escolaridade, geografia do habitat e tipo de uso da tecnologia. Levando em conta os três níveis da clivagem digital, exploramos 5 barreiras importantes (acesso, competências, motivação, emoções e utilidade) que influenciam o tipo de utilização das tecnologias digitais por parte dos jovens. Concluímos que, mesmo entre os jovens que utilizam frequentemente as tecnologias digitais, existem importantes assimetrias e barreiras que limitam a utilidade que delas podem obter, relacionadas com o seu background sociocultural e os seus processos pessoais de socialização tecnológica.</span></p> Daniel Calderón Gómez ##submission.copyrightStatement## 2018-09-30 2018-09-30 34 64 91 10.31211/interacoes.n34.2018.a4 Timidez nos Media: Os Perigos do Acanhamento na Era Digital, uma Era de Velocidade, Satisfação e Espetáculo https://www.interacoes-ismt.com/index.php/revista/article/view/411 <p class="p1"><span class="s1">A velocidade e a satisfação são fundamentais para as ferramentas de comunicação digital e ambientes sociais on-line de hoje. Este artigo examina como as novas formas e hábitos de comunicação social em ambientes digitais comprometeram, ao longo do tempo, utilizadores socialmente tímidos como resultado do design algorítmico e da mercantilização dos utilizadores. Um exame da história dos ambientes sociais on-line e seu desenvolvimento, a consideração de fatores sociais e culturais e a teoria da auto-representação serão usados para enquadrar esses argumentos.</span></p> Natasha Chuk ##submission.copyrightStatement## 2018-09-30 2018-09-30 34 92 112 10.31211/interacoes.n34.2018.a5 Utilização da Literacia Digital no Planeamento da Reforma nos Trabalhadores nos Sectores Formal e Informal no Gana https://www.interacoes-ismt.com/index.php/revista/article/view/412 <p class="p1"><span class="s1">Este artigo investiga, através de um conjunto de dados qualitativos e quantitativos, a dependência dos trabalhadores dos sectores formal e informal das fontes de conhecimento digital e não digital e a sua utilidade nos processos de planeamento da reforma. Os resultados mostram que os trabalhadores utilizam o hibridismo de artefactos de aprendizagem digital e não digital na obtenção de informações<span class="Apple-converted-space">&nbsp; </span>para o planeamento da reforma. Os utilizadores de conhecimento não digital podem ser designados como socialmente excluídos da utilização do espaço digital. Estes são perspetivados através do enfoque nas utilizações, no funcionamento, na capacidade e na agência. A literacia digital facilita o acesso às informações necessárias para o planeamento da reforma através de media sofisticados e outros conhecimentos e competências associadas, enquanto o planeamento da reforma oferece oportunidades para a obtenção de informações necessárias para a inclusão social. O teste V de Cramer de 0,705 indica uma associação forte entre as fontes de informação do planeamento da reforma e a utilidade. Comparativamente, os trabalhadores do sector formal estão mais expostos a, e/ou são usuários de artefactos e literacia digital devido à natureza do<span class="Apple-converted-space">&nbsp; </span>seu trabalho e assim são mais digitalmente instruídos o que<span class="Apple-converted-space">&nbsp; </span>tem implicações em termos de desigualdade.</span></p> <p class="p1"><span class="s1">Isto pode ter consequências no aumento das disparidades na preparação da reforma. A intensificação do planeamento da reforma pode ser auxiliada no futuro através de um maior conhecimento digital, resgatando assim grupos sociais relativamente invisíveis, nomeadamente os trabalhados do sector informal na era digital.</span></p> Delali A. Dovie ##submission.copyrightStatement## 2018-09-30 2018-09-30 34 113 140 10.31211/interacoes.n34.2018.a6 A Sustentabilidade da Imprensa Negra como Justiça Social: Um Estudo Sobre o Hiato na Tecnologia Digital https://www.interacoes-ismt.com/index.php/revista/article/view/413 <p class="p1">&nbsp;</p> <p class="p2"><span class="s1">A National Newspaper Publishers Association (NNPA) conta com um total de 157 membros - publicações dirigidas à comunidade afro-americana nos Estados Unidos. Atualmente, não há pesquisas sobre a forma como essas publicações adotaram a tecnologia ao longo do tempo ou se a adoção dos novos média contribui para seu crescimento e sobrevivência na indústria editorial. Na Flórida, o The Weekly Challenger, o Daytona Times e o Florida Courier, três dos 13 jornais históricos, estão conectados na história e na estrutura e mostram diferentes tipos de métodos de sobrevivência. Como é que essas publicações adotaram a tecnologia ao longo do tempo? Que tipos de tendências são refletidas nesses jornais? Que desafios são enfrentados pelos semanários da comunidade negra? Para responder a essas perguntas, os autores realizaram estudos de caso utilizando observação participante, entrevistas longas, pesquisa histórica e questionários qualitativos. Uma descoberta significativa desta pesquisa demonstra a dificuldade em obter respostas, devido à suspeita e intimidação do público-alvo. Estas publicações lutam com uma força de trabalho reduzida, que não tem treino profissional e técnico e deve desempenhar várias funções. Os resultados também mostram que 14 dos jornais listados como membros atuais da NNPA não estão atualmente em circulação e que o padrão de adoção das publicações não é planeado, mas uma consequência da disponibilidade e do acaso.</span></p> Indhira Suero Acosta Bernardo H. Motta ##submission.copyrightStatement## 2018-09-30 2018-09-30 34 141 160 10.31211/interacoes.n34.2018.a7 Clique para se Alimentar. O Papel das Aplicações Móveis na melhoria do acesso aos alimentos na Roménia https://www.interacoes-ismt.com/index.php/revista/article/view/414 <p class="p1"><span class="s1">Este artigo explora o papel das ferramentas digitais no aparecimento e no incentivo à ação contra instâncias de injustiça social na Roménia, com ênfase no acesso a alimentos. A partir de uma análise das motivações dos desenvolvedores/proprietários de uma série de aplicativos para telemóvel que combatem o desperdício de comida, esta pesquisa analisa o papel das ferramentas digitais na promoção da redistribuição de excedentes de alimentos que seriam desperdiçados. Embora reconhecendo o âmbito limitado deste esforço, é minha ideia que esta forma de ativismo alimentar baseada na Internet esteja nos seus estágios iniciais na Roménia e que não visa necessariamente ou tenha força para induzir, neste momento, mudança social.</span></p> Ioana Ionita ##submission.copyrightStatement## 2018-09-30 2018-09-30 34 161 187 10.31211/interacoes.n34.2018.a8